Participe do projeto
Nossos Genes

Como funciona a participação?

Tire suas dúvidas de como participar do projeto Nossos Genes.

Etapas de participação

O processo de participação conta com 6 etapas

1. A primeira delas é preencher o cadastro de interesse (um cadastro por casal) para que a equipe Nossos Genes possa entrar em contato e enviar um formulário por e-mail e mensagem de texto.

2. Os dois membros do casal deverão preencher o formulário recebido com informações essenciais para a equipe avaliar se o casal atende os critérios de participação no projeto.

3. Se o casal for elegível, receberá um e-mail e uma mensagem com o link para agendar uma visita presencial ao centro coordenador (genomaUSP) ou aos centros de pesquisa parceiros (UFBA, UFES ou UEPB)

4. Os dois membros do casal devem estar presentes durante a visita para assinar o termo de consentimento, fazer uma entrevista sobre histórico de saúde e realizar uma coleta de sangue.

A partir dessa amostra de sangue, testes genéticos serão realizados pela equipe Genoma USP. 

5. Em até 6 meses, o casal receberá seus resultados em um relatório apresentado durante uma consulta de aconselhamento genético. Lá, o casal será orientado sobre a chance de ter filhos com doença genética e, caso necessário, sobre planejamento familiar e alternativas reprodutivas. 

6. Durante os anos de vigência do projeto, estará disponível um link com um formulário de acompanhamento para o casal registrar qualquer novidade relevante para a pesquisa. Confira aqui que tipo de novidade é considerada relevante.

Primeiros passos

Para iniciar o processo de participação, apenas uma das pessoas do casal precisa cadastrar interesse. É só clicar no botão “Quero participar”  e preencher o formulário com os dados de contato de ambos, apresentando o casal para o projeto. 

A partir daí, alguns formulários serão enviados para cada membro do casal, que deve preencher e enviar aos pesquisadores. 

Mas por que preencher os formulários?

Os formulários vão registrar a autorização para participar no estudo e outras informações, entre elas sobre histórico de saúde individual e da família. As informações fornecidas pelos participantes auxiliam na avaliação do casal nas consultas de aconselhamento genético, tanto antes quanto depois do teste genético. 

Algumas informações podem sugerir acompanhamentos adicionais ou consultas com especialistas, ainda que estes procedimentos não estejam previstos neste projeto.Atenção: é essencial que o casal esteja informado sobre os critérios de participação, que são averiguados no primeiro formulário. Detalhes sobre esses critérios estão no site e também em vídeo.

Primeiro formulário e TCLE

No primeiro formulário, você deve ler um termo em que são apresentadas todas as informações sobre o estudo e suas etapas. 


Este Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, conhecido como TCLE ou “tecle”, é um documento que as pessoas assinam quando concordam em participar de um projeto de pesquisa. Nesse termo são explicados os propósitos da pesquisa, o que deve ocorrer com os participantes e como eles devem proceder caso desistam de participar da pesquisa. 

Quando os casais assinam o TCLE, significa que eles estão de acordo em participar das etapas da pesquisa compreendidas por este termo. Na etapa seguinte, por exemplo, haverá um “tecle” para coletar sangue para obtenção do DNA que será usado nos testes genéticos. 

Ao ler e declarar que está ciente dos itens dispostos no TCLE, o primeiro formulário continua com perguntas sobre você, incluindo: aspectos sociodemográficos, se tem filhos, se já engravidou e se o casal sabe se é ou não aparentado (consanguíneo). 

Os itens deste formulário serão fundamentais para que a equipe Nossos Genes avalie se o casal é elegível para participar do estudo. Uma resposta será enviada ao casal pouco tempo depois, por e-mail e mensagem de texto. 

Se o casal for elegível, receberá também acesso ao serviço de agendamento e marcará um dia e horário  para consulta de aconselhamento genético no genomaUSP ou em um dos centros de pesquisa parceiros do Nossos Genes. Atenção: a consulta é presencial e ambos do casal deverão estar presentes. 

Outras etapas do projeto apresentarão novos TCLEs para o casal concordar com a sua participação nas etapas seguintes.  

Outros formulários e consulta presencial

Ao selecionar a melhor data e horário para atendimento, o casal receberá uma mensagem de confirmação com instruções sobre a visita, como endereço e formas de chegar. 

Após o agendamento, o casal receberá mais um link com um formulário para levantar dados sobre a sua saúde e a saúde de familiares, principalmente sobre a existência de doenças genéticas na família. Idealmente, ambos devem responder este formulário antes da visita. Caso haja histórico de doença genética na família, pediremos que se informem previamente e tragam documentos para auxiliar nas análises. Essa também é uma oportunidade para consultar familiares caso não se lembrem do histórico. 

A primeira consulta de aconselhamento genético terá alguns objetivos: tirar dúvidas sobre o projeto, conferir dados e, se for o caso, incluir documentos sobre doenças genéticas de familiares. Nesta ocasião, será apresentado um novo TCLE referente às etapas seguintes  e dúvidas sobre elas poderão ser resolvidas. O casal também responderá um formulário sobre a própria saúde e de sua família,  agora focando em doenças comuns, como hipertensão, diabetes e outras. Por fim, será realizada uma coleta de sangue,  sem necessidade de jejum. O casal será informado sobre todos os detalhes de cada etapa via e-mails e mensagens de texto.

A amostra de sangue será utilizada para realizar os testes genéticos previstos no projeto e o resultado será obtido em até 6 meses. Assista ao vídeo “Quais testes genéticos são realizados no projeto Nossos Genes?” para mais informações.

Após a análise dos dados genéticos de cada participante, os resultados serão entregues através de um relatório genético apresentado em uma consulta de aconselhamento genético pós-teste, que poderá ser realizada remotamente ou presencialmente. Para saber mais sobre a devolutiva do teste genético, acesse o item “Estou participando do projeto. Como entender meus resultados?”.

O que são novidades relevantes?

Novidades relevantes são eventos sobre a saúde e a reprodução dos casais  que devem ser informados aos pesquisadores,  pois são fundamentais à interpretação dos resultados da pesquisa. 

Saiba a seguir quais novidades relevantes devem ser informadas. 

  1. Mudança de telefone, email ou endereço 

Os dados de contato precisam estar sempre atualizados para que possamos acompanhar cada participante ao longo do projeto.

  1. Gestação

Se a participante engravidar antes da consulta de aconselhamento genético pós-teste,  é importante alertar a equipe de pesquisa para acompanhamento.

Se na consulta o casal optou por reprodução assistida, mas a participante engravidar naturalmente, o caminho escolhido não será mais possível, mas o acompanhamento é igualmente importante, portanto esse caso também deve ser reportado.

  1. Manifestação de doenças

É importante comunicar a equipe do projeto caso um participante seja diagnosticado com qualquer doença genética, mesmo que ela não esteja na lista do teste genético oferecido pelo Nossos Genes. O mesmo vale para doenças interrogadas nos primeiros formulários do projeto, como diabetes, hipertensão e outras doenças comuns.

  1. Separações 

Se o casal participante deixar de desejar ter um filho junto ou se separar ao longo do projeto, a equipe Nossos Genes precisa ser informada.

  1. Falecimentos 

Se algum participante falecer durante o projeto, é importante alguém informar a equipe.

As participantes que engravidaram por reprodução assistida dentro do escopo do projeto serão acompanhadas com questionários mais detalhados de novidades relevantes .

Os formulários de novidades relevantes servem para o acompanhamento da pesquisa longitudinal e serão enviados regularmente, pois o estudo pretende acompanhar o casal por pelo menos 10 anos.

Como contatar a equipe para atualizar as novidades relevantes?

Existem duas formas de atualizar as novidades relevantes:

  1. Após o início da participação dos casais elegíveis na visita presencial, um e-mail e mensagem de texto com link para o formulário serão enviados aos participantes automaticamente e com regularidade, convidando a participar;
  2. Através do e-mail participante@nossosgenes.com.br, onde responderemos com o link para o formulário quando uma ou mais novidades relevantes ocorram e o casal deseje atualizar

Caso uma novidade relevante surja antes do primeiro e-mail automático, escreva para o e-mail participante@nossosgenes.com.br preferencialmente a partir do seu e-mail cadastrado no estudo para que possamos responder com mais rapidez.

Por que preencher as perguntas da pesquisa longitudinal?

Procure responder os formulários da pesquisa longitudinal com atenção e até o final. A sua contribuição permitirá aos pesquisadores avaliar corretamente os resultados do estudo e o impacto do projeto para os casais participantes. 

Além disso, se aparecer alguma doença genética na família, o caso pode requerer acompanhamento adicional pela equipe Nossos Genes.

Limitações do teste de triagem de heterozigotos

É importante saber que existem algumas limitações técnicas na triagem de heterozigotos proposta no nosso estudo. Confira cada uma delas em detalhes nos tópicos a seguir.

Genes analisados

Cerca de 400 de um total de aproximadamente 20 mil genes humanos serão avaliados no exame de sequenciamento do exoma. Esses 400 genes foram escolhidos porque se sabe que eles podem ter alterações que causam doenças genéticas.

Trechos dos genes analisados

Os testes genéticos disponíveis no projeto Nossos Genes não são capazes de prever todos os tipos de alterações genéticas. Algumas não são detectáveis pelas técnicas oferecidas, como é o caso da Síndrome de Down. Outras são mutações novas, não herdadas dos pais e que também não podem ser previstas por meio de exames. 

Por exemplo, existem doenças de herança dominante, para as quais basta apenas um alelo alterado, dentre os dois alelos do gene, para a doença se manifestar. É o caso da acondroplasia, um tipo de nanismo muitas vezes causado por mutações não herdadas de pais com estatura normal. 

Portanto, mesmo que o casal não tenha nenhuma alteração genética clinicamente relevante identificada no estudo e apontada no relatório, podem nascer crianças com doenças genéticas causadas por alterações não detectadas ou novas. 

Alterações genéticas detectáveis

Os testes genéticos disponíveis no projeto Nossos Genes não são capazes de prever todos os tipos de alterações genéticas. Algumas não são detectáveis pelas técnicas oferecidas, como é o caso da Síndrome de Down. Outras são mutações novas, não herdadas dos pais e que também não podem ser previstas por meio de exames. 

Por exemplo, existem doenças de herança dominante, para as quais basta apenas um alelo alterado, dentre os dois alelos do gene, para a doença se manifestar. É o caso da acondroplasia, um tipo de nanismo muitas vezes causado por mutações não herdadas de pais com estatura normal. 
Portanto, mesmo que o casal não tenha nenhuma alteração genética clinicamente relevante identificada no estudo e apontada no relatório, podem nascer crianças com doenças genéticas causadas por alterações não detectadas ou novas.

Genes e doenças desconhecidos

Muitos genes humanos têm função desconhecida ou estão relacionados a doenças desconhecidas. Por isso, um resultado normal da sequência dos cerca de 400 genes não é a garantia absoluta de que o casal não terá uma criança com uma doença ainda desconhecida ou mesmo conhecida, mas com causas genéticas não totalmente desvendadas e que, portanto, não temos como detectar.

Atualizações das classificações de variantes genéticas

É importante ter em mente que as classificações de uma variante em relação a uma condição de saúde podem mudar com o tempo devido à atualização de bancos de dados genômicos. As variantes detectadas em exames no Projeto Nossos Genes serão avaliadas de acordo com os conhecimentos científicos acumulados até o momento. Você tem o direito de solicitar à nossa equipe o acesso aos dados brutos do sequenciamento do exoma completo para realizar avaliações adicionais em laboratórios de sua escolha.

O que torna um casal inelegível e por que?

O estudo Nossos Genes visa detectar variantes patogênicas em genes relacionados a doenças genéticas recessivas e tem como público alvo casais que desejam ter filhos nos próximos anos por concepção natural. Porém, existem cinco restrições. 

Esperamos que este material esclareça as razões para as restrições de participação no projeto Nossos Genes. Qualquer dúvida adicional, entre em contato! 

Casais com pessoas do mesmo sexo biológico

Casais com pessoas do mesmo sexo biológico não são elegíveis. 

O objetivo é informar aos casais qual a chance de um filho biológico ter uma doença genética, caso optem pela concepção natural, e não pela reprodução assistida. 

Portanto, para participar, o casal precisa ter pessoas de sexos biológicos opostos, ou seja, uma pessoa do sexo feminino e uma pessoa do sexo masculino

Casais compostos de pessoas do mesmo sexo biológico, quando desejam ter filhos, optam por outras opções reprodutivas, como doação de óvulo ou espermatozoide, ou caminhos não reprodutivos, como a adoção.

No caso da reprodução assistida, pelo menos alguma fase do processo acontece em laboratório. É o caso de casais em tratamento de fertilidade. 

Já a concepção natural ocorre sem intervenções médicas

Portanto, um dos critérios de inclusão no estudo é que o casal seja composto por pessoas de sexos biológicos opostos, que priorizem a concepção natural. 

Atenção: aqui, não estamos falando de gênero com o qual a pessoa se identifica, mas sim de sexo biológico. Pessoas com qualquer tipo de diferenciação sexual diferente e que são férteis também podem participar do estudo, mas devem comunicar à equipe para analisar cada caso. 

Idade dos participantes

Pessoas do sexo feminino devem ter entre 18 e 35 anos e pessoas do sexo masculino devem ter entre 18 e 45 anos. Os motivos dessa restrição estão elencados a seguir.

Em primeiro lugar, apenas pessoas com mais de 18 anos completos podem participar do estudo por poderem responder legalmente por suas escolhas e consentir em participar da pesquisa.

Há décadas, já se sabe que as chances de uma criança nascer com aneuploidia, ou seja, um cromossomo a mais ou a menos, aumentam quando a mãe tem mais de 35 anos de idade, o que pode resultar no nascimento de crianças com doenças decorrentes de alterações nos cromossomos

Nos últimos anos, detectou-se que a chance de ocorrer mutações novas aumentam com a idade dos homens e das mulheres. Mutações novas são variantes genéticas não herdadas dos pais. Elas estão presentes apenas nos espermatozóides e óvulos que geram os filhos. Parece ser consenso que as mutações surgem com mais frequência nos espermatozóides dos homens com mais de 45 anos.

Então, mulheres e homens acima de 35 e 45 anos, respectivamente, passam a ter riscos genéticos adicionais e uma possível redução da fertilidade. Além disso, segundo o censo de 2023 do IBGE, a maior parte dos brasileiros têm filhos antes dos 30 anos

Nesse contexto, o projeto Nossos Genes foi planejado, inicialmente, para contemplar as faixas etárias especificadas até que sejam eventualmente ampliadas

Mais de um filho biológico

Cada membro do casal deve ter no máximo 1 filho(a) biológico(a) para poder participar. 

O Nossos Genes será pioneiro em avaliar as chances de casais terem filhos com doenças genéticas. Um dos principais objetivos do projeto é avaliar a possibilidade de aplicar este protocolo para a população geral em um programa de saúde pública. Atualmente, esse tipo de investigação já existe, mas está restrito à rede privada.

Como o projeto tem um orçamento limitado, optou-se por dar preferência a casais sem filhos ou com até um filho, seja ele filho do casal, de outros relacionamentos ou adotado. 

Casais com dois ou mais filhos e que desejam ter mais filhos podem e devem ser informados sobre o tema do projeto e o conteúdo do Nossos Genes também é dirigido a eles, mesmo que não possam participar da pesquisa neste momento

Filho biológico com doença genética recessiva

Casais com 1 filho(a) biológico(a) que tenha diagnóstico de doença genética recessiva ou que esteja sob investigação não serão recrutados neste estudo neste momento

Ainda que não tenham uma confirmação molecular, os pais biológicos de filhos com doença genética recessiva com certeza possuem a variante genética causadora da doença do filho em uma das suas duas cópias do gene em questão. Se desejarem ter outros filhos, estes casais têm o direito legítimo de buscar informações sobre as chances de recorrência da doença em consultas de aconselhamento genético, onde opções reprodutivas podem ser apresentadas. 

Por limitação de recursos do Nossos Genes, a busca pelos casais que ainda não sabem se têm ou não variantes patogênicas será priorizada.
Os pesquisadores deste estudo acreditam que, ao final dos primeiros anos de pesquisa, os resultados obtidos poderão auxiliar na elaboração de políticas públicas mais abrangentes. Porém, é importante ter em mente que o aumento de escala para uma população do tamanho da brasileira não é simples.

Tratamento de fertilidade e gestantes

Casais em tratamento de fertilidade e gestantes não serão recrutados no estudo. 

Se um casal com gestante ou em tratamento para fertilidade for identificado como um casal em risco, o que poderia ser oferecido, se houver indicação da equipe médica que acompanha o casal, é o diagnóstico pré-natal, que detecta possíveis doenças genéticas no feto.

O diagnóstico pré-natal não faz parte do escopo deste projeto, e, por esta razão, pessoas gestantes não são elegíveis para participar. 
Se um dos membros de um casal participante vier a engravidar durante o estudo, recomendamos comunicar à equipe Nossos Genes por meio do link de acompanhamento, onde um formulário fica disponível aos participantes.

Há algum pagamento ou atestado durante o projeto?

Não há pagamentos e não podemos fornecer atestados – entenda os motivos a seguir. 

É importante ter clareza de que a legislação brasileira impede que participantes de projetos de pesquisa recebam qualquer compensação financeira pela participação. A dedicação do seu tempo é extremamente valiosa e agradecemos a sua participação voluntária no estudo. 

Da mesma forma, não há cobrança para você participar de nenhuma etapa do projeto Nossos Genes. Você não precisará pagar nada relativo ao projeto, mas é preciso estar ciente de que infelizmente o Nossos Genes não conta com verba para reembolso nem de transporte até o centro de coleta nem de alimentação. 

A equipe pode fornecer uma declaração sobre o seu comparecimento na data e horário das etapas presenciais, mas essa declaração não tem função de atestado médico, já que se trata de uma participação voluntária em projeto de pesquisa e não de atendimento médico ou clínico.

Estou participando do projeto. Como entender meus resultados?
Como interpretar meu relatório genético?

O relatório genético é um documento contendo os resultados das análises realizadas a partir do conjunto de exames executados no projeto Nossos Genes. Os testes avaliam genes selecionados e classificam as variantes encontradas segundo os critérios da American College of Medical Genetics and Genomics (ACMG), que em português é o Colégio Americano de Genética Médica e Genômica. 

O laudo contém a lista de variantes genéticas patogênicas ou provavelmente patogênicas nos genes estudados que são relevantes para causar doenças. 

 As variantes genéticas podem ser classificadas de acordo com o seu tipo e tamanho. Algumas são trocas de apenas uma base do DNA, outras são repetições de trincas de bases; outras, ainda, podem ser a deleção ou a duplicação de um gene inteiro ou de algumas partes dele. 

Elas são classificadas também em relação aos seus efeitos na saúde. Nem todas as variantes têm efeitos deletérios – algumas podem não ter efeito algum e são chamadas de benignas. Todos os seres humanos carregam centenas de milhares de variantes em seus genomas e apenas uma parcela muito pequena pode ter implicações na saúde.  A ACMG é uma organização de geneticistas que publica orientações periódicas sobre como interpretar clinicamente o significado das variantes. 

Segundo a ACMG, variantes clinicamente relevantes devem ser reportadas apenas no contexto no qual o indivíduo foi testado.  No caso do projeto Nossos Genes, o foco é a triagem genética de casais antes da concepção, não tendo objetivos diagnósticos para os participantes, tampouco para fetos no caso de gestantes.  Esse tipo de diagnóstico é feito por meio de testes pré-natais específicos, não disponíveis neste projeto. 

O que esperar da consulta de aconselhamento genético?

O aconselhamento genético é um processo de orientação sobre a probabilidade e as consequências de gerar uma criança com doença genética. Nas sessões de aconselhamento genético, um geneticista dá explicações sobre o diagnóstico de uma doença genética, sua origem, suas características, os possíveis tratamentos e a chance de ocorrer um caso na família. O geneticista também explica as alternativas existentes, caso o casal queira reduzir a chance de que seus futuros filhos biológicos tenham doenças genéticas. 

Tivemos filhos e há suspeita de doença  genética, o que pode ter acontecido?

Nem todos os genes do exoma são avaliados na triagem. Alguns genes, ou mesmo algumas regiões dos genes contemplados no teste, não estão cobertos. Logo, é possível que o casal tenha variantes patogênicas que não tenham sido detectadas no exame. 

São incluídos cerca de 400 genes no estudo,  dentre os 20 mil genes humanos. Eles foram selecionados porque já foram relacionados a doenças genéticas conhecidas e há condições técnicas de avaliá-los de modo completo. Ainda assim, há muitos genes humanos com função desconhecida ou relacionados a doenças desconhecidas. Então, um casal já testado pode vir a ter uma criança com uma doença genética ainda desconhecida. 

Não podemos esquecer que podem nascer crianças com alterações genéticas que não foram herdadas dos pais.  Um exemplo é a síndrome de Down, que é consequência da trissomia do cromossomo 21. Também, podem nascer crianças com doenças de herança dominante decorrentes de novas mutações, que estão ausentes nos pais. 

Portanto, se nascer uma criança com suspeita de doença genética após a participação dos pais no projeto, é fundamental esclarecer o diagnóstico, por meio de consultas e exames confirmatórios. Em seguida, é necessário transmitir essas informações à equipe Nossos Genes, para que o aconselhamento genético adequado seja oferecido à família. Também será possível agendar, com a equipe, consultas para avaliar a criança, caso necessário.

Estamos disponíveis para esclarecer dúvidas por meio do e-mail participante@nossosgenes.com.br e também através do formulário de novidades relevantes

Uso e armazenamento de dados dos participantes

O projeto Nossos Genes coleta dados pessoais, incluindo sensíveis, com finalidade de uso exclusivo no projeto de pesquisa. Vamos falar um pouco sobre como lidamos com os dados de maneira segura, mas mais detalhes podem ser encontrados tanto nos Termos de Uso do site Nossos Genes quanto nos Termos de Consentimento Livres e Esclarecidos, os “tecles” do projeto.

Banco de dados

O Nossos Genes centraliza os dados pessoais e sensíveis na plataforma REDCap, que é o acrônimo para “Research Electronic Data Capture”, ou em português, Coleta Eletrônica de Dados para Pesquisa. O REDCap foi desenvolvido pela Universidade de Vanderbilt nos Estados Unidos, com o objetivo de simplificar o fluxo de trabalho das pesquisas científicas, tornando-o mais organizado, seguro e colaborativo. O REDCap não coleta ou armazena os dados genéticos.

Os dados coletados a partir dos formulários serão depositados em bancos de dados para uso exclusivo da equipe Nossos Genes após o processo de pseudo-anonimização. Este processo  envolve a substituição dos identificadores dos participantes, como os nomes, por códigos. Esses identificadores são mantidos em ambiente seguro, com controle de acesso  de forma que não possam ser associados a uma pessoa específica.
Os dados genéticos gerados pelo Nossos Genes também serão devidamente pseudo-anonimizados e armazenados em ambiente separado, com acesso somente por pessoal autorizado da equipe.

Reidentificação

Para conduzir os estudos previstos,  os pesquisadores da equipe Nossos Genes poderão acessar os dados por meio seguro, via mecanismos de autenticação. Portanto, a reidentificação, ou seja, a nova associação entre código e dados pessoais, será realizada apenas em etapas previstas nos TCLEs. Um exemplo é na hora da devolutiva para os participantes, na elaboração do relatório genético a ser apresentado na consulta de aconselhamento genético pós teste.